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Aves Migratórias poupam energia
A crise energética já chegou às Aves Migratórias há milhões de anos.
Estes animais utilizam os corredores de vento, autoestradas de vento, para pouparem energia durante os seus voos migratórios.
Uma equipa de investigadores espanhóis chegou a esta conclusão depois de ter analisado as rotas migratórias da cagarra. Os resultados foram publicados na revista “Public Library of Science-One”.
Uma equipa da Universidade da Extremadura, do Real Jardim Botânico e da Universidade de Barcelona traçou uma simulação matemática a partir da observação das rotas migratórias da cagarra, uma ave de 800 gramas, maior que uma gaivota, que podemos observar na Madeira, e que é uma espécie de maratonista de migrações.
A cagarra viaja todos os anos cerca de 11 mil quilómetros desde o seu lugar de nidificação, no Atlântico Norte, até África. Mas faz questão de se desviar cerca de três mil quilómetros, quase tocando a costa brasileira, até chegar ao destino.
Com a ajuda do satélite QuikSCAT, da Agência Espacial Norte-Americana, NASA e com geolocalizadores de 10 gramas apenas, os investigadores verificaram que os três mil quilómetros a mais feitos pelas cagarras se traduzem na sua sobrevivência uma vez que dspenderiam muito mais energia a contrariar correntes fortes das Canárias à costa africana, tal como verificaram os marinheiros portugueses sobre as correntes inavegáveis na mesma costa.
Basta a cagarra aproveitar os ventos e pairar no ar, como um surfista na onda, poupando energia na viagem.
Este trabalho pode ajudar atividades humanas como a medecina, a aviação, ou o estudo do oceano. Pois poderá levar os aviões a poupar compustivel, ou a evitar o aparecimento de epidemias.







